A missa de 7º dia em memória ao Pilão será rezada no próximo sábado, dia 30/01, às 19h30, na Igreja de Santo Antônio, na Avenida Brasil nº 574, no Mogi Moderno.
Pilão levou sua alegria para o andar de cima
26/01/2010Pilão nos deixou. Levou seu espírito iluminado, alegre e musical para o andar de cima. Mas deixou sua marca indelével em nosso corações, mentes, almas e, é claro, ouvidos.
Segue abaixo um release preparado por meu irmão Guilherme, que foi divulgado pelos jornais Mogi News e Diário de Suzano.
Marcos Roberto de Campos Barrence, mais conhecido como Pilão, uma das figuras mais importantes da história do rock’n’roll de Mogi das Cruzes e da Região Leste da Grande São Paulo, tendo desempenhado um papel essencial na criação e divulgação de bandas na cidade desde a década de 1980, faleceu na noite de sexta-feira (22), aos 38 anos. Pilão foi internado no início da semana passada no Hospital Luzia de Pinho Melo com fraqueza e dificuldade respiratória e foi diagnosticado com leucemia mielóide aguda.
O estado de saúde do músico, compositor, produtor cultural e crítico musical se deteriorou rapidamente no decorrer da semana e na sexta-feira foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.) do hospital, mas não resistiu e morreu às 22h40 de choque hemorrágico. O enterro ocorreu às 15h do sábado (23), no Cemitério Parque das Oliveiras, em Mogi.
Desde meados da década de 1980, Pilão, que era natural de Mogi das Cruzes, montou diversas bandas de punk rock e garage rock que serviram de inspiração para muitos outros jovens da cidade. Com grupos como Ejaculação Precoce, Sangue de Rua, Los Iguanas, Creeptones e Polite, Pilão trilhou uma carreira de dedicação absoluta à música, disseminando o rock’n’roll mais autêntico e sincero com apresentações em várias cidades do Estado de São Paulo. Venceu concursos, organizou festivais, participou de coletâneas e trouxe bandas de destaque de várias partes do país e também do exterior para se apresentar em casas noturnas de Mogi.
Vocalista e baterista, Pilão era dono de um estilo preciso e visceral, consolidado em anos de pesquisa musical de artistas da cena independente do Brasil e do exterior. Como compositor, fez de suas letras um espaço para a crítica contra a injustiça social sem ser panfletário, expressando também com a sensibilidade que lhe era peculiar temas como a solidão das cidades e a necessidade de se trilhar o próprio caminho em meio à multidão.
Marceneiro de profissão, Pilão também foi dono de loja de discos, a Jukebox Discos, que se destacava por oferecer uma grande variedade de CDs e vinis raros, uma de suas paixões. Era também DJ, papel que cumpriu em diversas casas noturnas e festas da cidade, com destaque para o club Divina Comédia. Nas pickups, DJ Pilão dava predileção às suas paixões musicais: o punk e garage rock, o soul, o funk, grooves de todas as partes, o ska e o rocksteady.
Pilão também era colaborador do portal da internet Rock Press, do Rio de Janeiro, escrevendo resenhas de discos sob o pseudônimo Rusty James, nome pelo qual também era identificado na blogosfera e nas redes sociais.
Uma missa será rezada no sábado, dia 30, às 19h30, na Igreja de Santo Antônio, na Avenida Brasil nº 574, no Mogi Moderno.
Amigos estão organizando um tributo com apresentações de bandas em homenagem ao músico em breve em uma casa noturna da cidade.